sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Índios resistem no Setor Noroeste


CONSTRUTORA SÓ QUER RETOMAR AS OBRAS SE HOUVER POLICIAMENTO OSTENSIVO PARA EVITAR CONFLITOS COM OS DEFENSORES DO SANTUÁRIO DOS PAJÉS

28 do 10 de 2011 às 14:24

Sabrina Fiuza_Brasília247 – Um ritual indígena em frente ao terreno em que a Emplavi pretende construir um bloco de apartamentos no Noroeste foi realizado na manhã desta sexta-feira por quinze índios que consideram que as terras são deles. Diante da presença dos índios e de pessoas que os apoiam, a Emplavi, apesar de autorizada pela Justiça, não reiniciou as obras.
De acordo com o advogado da empresa, Nader Franco, a construtora não se sente segura para construir. Ele disse que a empresa aguarda que o governo determine o policiamento ostensivo da área, porque índios e apoiadores do Santuário dos Pajés anunciam que vão resistir às obras. "Viemos garantir que as obras não comecem", reconheceu Gilberto Fulni-Ô.
O advogado da Emplavi explica que após os tumultos ocorridos entre manifestantes e seguranças particulares das empresas, os equipamentos precisam ser reestruturados. "Isso não acontece da noite para o dia", diz. Mas Franco afirma que, apesar de não ter data marcada, a Emplavi pode retomar as obras no sábado ou na segunda-feira. "Quando a Emplavi se sentir segura, ocupará o local", assegura.
"Queremos manter a área protegida para que seja feito um novo estudo", diz o estudante de direito Diego de Paula, 24 anos, referindo-se à dúvida se a área é ou não indígena. "Mas, se construírem, destruirão todas as provas de existência indígena."
Interessados nos imóveis do bloco J da SQNW 108, a ser construído pela Emplavi, foram ao local para acompanhar a situação. "Aqui não é lugar de índio, nem nunca foi", disse um homem que não quis se identificar. "Vou comprar um apartamento bem aqui." "A gente veio aqui ver a área, mas não tem como ficar, eles assustaram a gente", disse uma mulher, referindo-se à presença dos índios.
Para o extensionista rural Francisco Delano, 26 anos, a audiência judicial realizada na quinta-feira não foi suficiente para esclarecer todas as questões. "Não foi clara quanto ao direito das outras empreiteiras construírem", afirma.
"Ficou claro o amadorismo com que Funai trata as questões indígenas", disse um apoiador que não quis se identificar. "Jogaram antropólogos e montaram equipe, para depois rejeitar".
Fonte: 

Nenhum comentário:

Postar um comentário